pipo69

Um blogue que acompanha um novo percurso múltiplo de diversas dimensões anónimo, indolor, incolor

segunda-feira, junho 15, 2009

M

Todo o mal e todo o bem
Cedo voltará nós
Inocente e trágica lição
Se uma vida não chegar
Hei-de ter cem vidas mais
Quantas mais ditar o coração

Meu mal é ver que eu vou bem

Ornatos Violeta - Tanque

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quinta-feira, maio 21, 2009

Primum movens

Porque existe sempre um primeiro movimento.
Acção que nos guia, exemplo que nos faz agir, força que nos leva para a frente.
Depois avançamos porque mais nada faz sentido.
Porque apenas precisamos do primeiro passo.

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sexta-feira, maio 15, 2009

Pia Fraus

Como numa pequena torre de barro, tudo começa com o primeiro tijolo. Abre-se um buraco na terra e imagina-se o edificio. O problema foi mesmo o primeiro tijolo ter caído de lado. Ficou apenas a face mais pequena a sustentar o edíficio. O problema foi mesmo o edíficio ter demasiadas portas e janelas. Depois foi preciso fechar todas. Abrir novos roços e esperar pela canalização. Coompreender de novo a diferença no tempo individual. E que a maior parte das vezes, rodamos em tempos diferentes. Apenas saber isso já é um ponto de partida que nem todos partilhamos.

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quinta-feira, março 19, 2009

pater familias

Porque no fundo apenas estamos a falar de estatutos. De escalas sociais e de tentar ultrapassar o presente. No meio de tudo o resto, fica-se preso á noção de que a realidade é a mesma mas o grau de humilhação vai evoluindo. Pelos vistos o grau da independência tem pedido de mais para o meu gosto, mas nada que umas mudanças não corrigam. Rumos correctos numa vida a fugir do estabelecido.

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domingo, março 08, 2009

horas non numero nisi serenas

Porque depois de tudo o tempo está lá. Vem a noite e o sol já não faz sombra. Não há nenhuma linha que marque o tempo. Apenas uma leve recordação do que se passou, apenas a noção do que me espera. E depois o sonho de horas serenas ao sol, com a sombra a avançar para o fim do dia.

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quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Fons et Origo

Porque não há que fugir. Ou antes não dá para fugir. Porque desde a realidade orgânica, a força mental e a imposição visual. Porque não somos ninguém sem os outros mas o inferno somos nós próprios. O problema não é o confronto com o outro corpo que contra nós choca. Apenas o confronto com aquele que habita o nosso corpo. Quando qualquer alma é a nossa alma, mas quaisquer olhos que nos perscutam no espelho não são os nossos. Não somos nós. Somos aquele outro.

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segunda-feira, janeiro 19, 2009

Fornicatio

Porque o espaço define a acção da moralidade, nunca a acção em si. Escondida num recato todo o pecado se transforma em libertação. Todos os constragimentos são esquecidos entre paredes cegas, surdas e mudas. Tudo é permitido, o limite é a vergonha.

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segunda-feira, janeiro 05, 2009

Victoria

Não quero que tu, para me exortares à virtude e incitares ao combate, declares que "a virtude é perfeita no infortúnio" e que "aquele que não tiver combatido com lealdade não obterá a sua recompensa." Não ambiciona a coroa do vencedor; é-me suficiente evitar o perigo. É mais seguro escapar ao precipicio do que provocar a batalha.
Heloísa a Abelardo

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terça-feira, dezembro 30, 2008

Militas

" ´A rational army,` said Montesquieu, ´would run away.` And so, if we accept that self-preservation is the ultimate expression of rationality, we must agree it would."

John Keegan, The Face of Command, p. 329.

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sábado, novembro 29, 2008

Locus Horrendus

No meu lugar é normalmente um conceito associado a um espaço. Define-se uma fronteira desse espaço, percepcionam-se limites ultrapassáveis e barreiras intransponíveis. E depois há aquelas situações em que nos colocam no nosso lugar. De novo naquele espaço do qual não devíamos ter saído. Porque o mundo é dos que podem não dos que querem.

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quarta-feira, julho 02, 2008

Beatus

Prefiro mesmo é Lucas porque a rir é que a gente se entende.

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quarta-feira, junho 04, 2008

Silentium

Entre as batidas de um bateria, nos pequenos silêncios que marcam as batidas. Porque não há silêncio que dure sempre nem ruido que não acabe.

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sábado, maio 31, 2008

Ave Maria

Estrenhamente uma ave maria chega aos meus ouvidos.
Porque as encarnaçóes, sagrados corações e afins são apenas epitetos para naquela mulher agradecer toda a multiplicidade que nos prende. Tudo o que poderemos querer juntos no mesmo sangue, no mesmo leite que brota daquele seio materno desde tempos sem memória.

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terça-feira, maio 20, 2008

Tempus fugit

Porque não há tempo para tudo. Para assinalar todos os momentos e todos os acontecimentos. Apenas um olhar para trás e conferir o inevitável. Este é um ano novo. De criar apenas o que pode ser um perfeito desconhecido de mim mesmo. Mas por cima de tudo sobrevive uma vontade, uma necessidade de manter algum registo. Porque perder o pé neste remoinho das horas, dos dias e dos minutos é algo que verdadeiramente me assusta. E ainda faltam tantas páginas para escrever. Fugir, apenas para a frente onde se encontra o tempo ainda por viver.

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domingo, maio 04, 2008

motto

Trails of troubles,
Roads of battles,
Paths of victory,
We shall walk.

I walked down by the river,
I turned my head up high.

I saw that silver linin,
That was hangin in the sky.

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sábado, janeiro 19, 2008

fumata nera

Porque nada havia para sair. Nenhuma conclusão brihante. Nada de novo, os vícios do espírito continuam os mesmos. Já sem aquela luz que os ofusque. Então apenas temos de dar lugar ao embaraço e aos constrangimentos de quem já não se reconhece ao espelho do outro. Been there, done that e apenas isso, porque não vale a pena fingir muito mais. Apenas os fantasmas no armário.

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sexta-feira, janeiro 11, 2008

Pluvia

Correr nem sempre resolve as coisas. Não houve problema porque soluções são meramente oportunidades à espera de acontecer. Nem foi preciso voltar atrás. Apenas esperar que passe. Como a chuva. Apenas um fenómeno.

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quinta-feira, janeiro 10, 2008

Finito

Porque a mudança de ano traz sempre novidades. Por vezes apenas uma perca de inocência. Ainda não se vendeu a alma ao diabo apenas se perdeu o sono. E depois é-se preso por ter cão e preso por não ter. Os passos são calculados milimetricamente para não se falhar. Encontra-se finalmente a verdadeira face. Aquela que começa depois de um fim. A verdadeira toldada pelo medo.

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domingo, janeiro 06, 2008

Angele Dei

Porque ainda existem algumas almas caridosas que não pensam só em si. Dão a mão e lembram quais os deveres e o recto caminho para não ficar desalmado. Porque é tudo muito bonito mas ficar sem alma é que não. Não merece a pena. Nem o estrago que provoca.

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segunda-feira, dezembro 31, 2007

numerus clausus

Porque haveria sempre um final na contagem. Primeiro começamos e ainda se comemorava os números redondos. O 100, o 200, o 500 e todos os 69. Mas depois o ritmo louco fez perder o norte e o gozo á coisa. Mas no fim sempre foram 3837. E depois ainda não se contaram as outras. As horas perdidas e as ganhas. Porque contas sem números não se fazem. Que as vitórias morais são só para os outros. Eu prefiro as outras.

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